Curso de interpretação online

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evento interpret2B

Imagem do evento no Facebook: https://goo.gl/ZQ1Ckv

Se você tem interesse em fazer um curso de interpretação online, não perca a chance de assistir à trasmissão ao vivo pelo Facebook da Interpret2B HOJE, às 20h. A Marcelle Castro explicará como funciona o curso e como fazer para ingressar na próxima turma.

Para quem não conhece a Interpret2B oferece formação na área de interpretação por meio de uma plataforma EAD e os cursos são moduláveis, abordando técnicas e práticas de interpretação de acordo com as necessidades dos alunos e do mercado de trabalho.

Você pode optar pelo curso regular ou personalizar com as matérias que preferir cursar.

Para obter mais informações, acesse o site clicando aqui ou envie um e-mail para: contato@interpret2b.com

Associada da ABRATES

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Finalmente! Já fazia um tempinho que eu queria me associar às entidades da categoria e no último Congresso da ABRATES, a Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes, fiz minha inscrição na categoria de estudante. Oficialmente associada agora! Foi legal saber que a ABRATES teve seu milésimo associado justamente no evento. 😀

Preenchi um formulário no evento, paguei a anuidade e essa semana recebi um e-mail para completar meu cadastro no site, com meus dados pessoais e profissionais. Você então recebe um login e senha para ter acesso ao seu perfil, a downloads exclusivos, como o selo de associado (adorei! já adicionei ao blog!), sua carteirinha e a inúmeros descontos. Depois disso, seu nome já aparecerá na Busca de Tradutores do site da ABRATES.

Confira todos os benefícios clicando aqui.

Além disso, a ABRATES sempre promove ótimos cursos e eventos, como os Congressos anuais. Tenho comparecido desde 2014 e posso dizer que são uma experiência incrível, como vocês podem ver pelas resenhas que estão publicadas aqui e em sites de outros colegas. A Caroline Alberoni, além de escrever sobre o evento, fez um compilado dessas publicações em seu site Carol’s Adventures in Translation. Vejam as partes 1, 2 e 3 para terem acesso a todos os links listados.

E tem ainda a grande novidade da Associação, que é o Programa de Mentoria, sobre o qual já falamos um pouquinho nessa postagem sobre a apresentação do Comitê de Mentoria no VII Congresso da ABRATES.

A ABRATES também inaugurou um canal no Youtube e em breve lançará sua revista.

Faça sua inscrição hoje mesmo clicando aqui.

Por fim, aproveito para agradecer a Liane Lazoski, por tudo o que fez pela categoria durante sua gestão e parabenizar o colega William Cassemiro, novo presidente da instituição. Conheci o William no primeiro evento que fui, o II Café com Tradução e ele sempre foi muito prestativo e atencioso com todos. Certamente será uma gestão de muito sucesso! 🙂

Se quiser mais informações, acesse o site da ABRATES ou entre em contato pelo e-mail secretaria@abrates.com.br ou pelo telefone +55 21 3577-3018.

Silvana Nicoloso: Identidade de gênero e o trabalho de interpretação simultânea em LIBRAS – VII Congresso da ABRATES

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Antes de tudo eu gostaria de agradecer muito e parabenizar em dobro a Silvana por essa palestra. Como eu fiquei feliz em ver uma discussão sobre gênero no congresso! Meus olhos até brilharam!  *-*

O interesse da Silvana nesse tema foi verificar se há marcas de gênero na interpretação simultânea em LIBRAS e, se sim, quais são. Para fazer a transcrição dos dados, utilizou o programa ELAN, que tem muitas funcionalidades interessantes.

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Os sujeitos do estudo eram, inicialmente, dez mulheres e dez homens de orientação sexual homo (gays e lésbicas) e bissexual, das cinco regiões do país. Porém, no decorrer da pesquisa foi preciso tirar duas pessoas de cada grupo, pois elas tinham a língua de sinais como língua 1, o que poderia interferir no resultado. Os intérpretes deveriam ter mais de dez anos de experiência e afinidade com a câmera. Num primeiro momento, porém, ela não disse que a pesquisa era sobre gênero, para que eles não se policiassem. Isso só foi informado depois.

Para a coleta dos dados, cada pessoa deveria interpretar três textos com cerca de cinco minutos, tudo sendo gravado em vídeo. Eles não leram o texto inteiro antes, apenas tiveram acesso apenas a uma breve sinopse, pois precisava ser o mais aproximado possível de uma interpretação simultânea.

A partir do ELAN, ela transcreveu e analisou as modalidades de tradução para mulheres e homens com base nos estudos de Francis Aubert, que propõe treze modalidades: omissão, transcrição, empréstimo, decalque, tradução literal, transposição, explicitação/implicitação, modulação, adaptação, tradução intersemiótica, erro/deslize (como o tempo para realização da simultânea é muito curto, o erro é logo seguido de uma correção, procedimento que ela chama de “deslize”), correção e acréscimo. Os textos escolhidos eram relativamente fáceis, mas tinham algumas metáforas, elemento importante para analisar qual seria a escolha dos intérpretes nesses casos, se literal ou não.

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Sua curiosidade surgiu do fato de que muitos homens costumavam dizer que as mulheres eram muito detalhistas na hora de interpretar e, portanto, tendiam a usar mais a modalidade de explicitação do que os homens, o que, analisando os dados, vimos que não ocorreu. Os resultados foram muito próximos de um para o outro. A modulação foi a modalidade mais utilizada por ambos, a transcrição não apareceu nos textos 1 e 3 e a correção, o decalque e o erro/deslize tiveram poucas ocorrências, tanto para homens quanto para mulheres. Vejamos nos dados abaixo essas estatísticas.

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E então? Qual foi a conclusão que você tirou dessas informações?

Vimos que nessa situação de interpretação, como um trabalho formal, as diferenças de identidade de gênero não são percebidas, o que nos leva a refletir sobre a posição social de mulheres e homens em determinados contextos.

Silvana disse que é preciso estimular novas pesquisas sobre a questão de gênero, pois elas são muito escassas na nossa área. Algumas poucas que encontrou foram o texto de Patricia Bürck, WoMan? About Sign Language Interpreters and Their Gender Impact (2011) e de Diana MacDougall, Gendered Discourse and ASL-to-English Interpreting: A Poststructuralist Approach to Gendered Discourse and the ASL-to-English Interpretive Process (2012).

Com seus estudos, Silvana concluiu que não há marcas de gênero na interpretação simultânea em LIBRAS. Podemos inferir que é a qualificação profissional que influencia nessa atividade e não o fato de ser mulher ou homem, levantando questionamentos críticos à hierarquia de gênero e impulsionando a emancipação da mulher.

Para quem quiser saber mais sobre as pesquisas, a dissertação de Mestrado e a tese de Doutorado da Silvana estão disponíveis online.

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Comitê de Mentoria: Adriana Sobota, Caroline Alberoni, Mônica Reis e William Cassemiro – VII Congresso da ABRATES

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Um pouco antes do Congresso, fiquei sabendo sobre o Programa de Mentoria e me interessei bastante. Assim, quando vi que teria uma mesa sobre o assunto, quis logo participar para conhecer um pouco melhor o funcionamento do programa.

Ele surgiu a partir das dúvidas recorrentes dos iniciantes e foi baseado em um programa da ATA (American Translators Association). É um trabalho totalmente voluntário e que precisa seguir algumas normas para que funcione conforme o esperado. Vejamos como proceder se você quiser fazer parte.

Para ser mentor ou mentorado é preciso ser associado da ABRATES e estar em dia com suas obrigações. O mentor precisa ter no mínimo cinco anos de experiência e o mentorado, menos de dois ou estar cursando o último ano dos cursos de Tradução/Interpretação ou Letras.

Havendo interesse, é preciso enviar um email para mentoria.abrates@gmail.com. Atualmente, 20 pares estão finalizando o primeiro semestre deste programa. Em outubro ou novembro novas vagas devem estar disponíveis, mas podem mandar e-mail hoje mesmo, pois já há uma lista de espera.

A formação dos pares é feita em conjunto pela análise das fichas. Os coordenadores tentam encontrar uma compatibilidade entre a dupla para que se possa tirar o maior proveito possível do programa. Então, a ficha do mentorado é enviada para avaliação do mentor e, caso ele dê seu aval, os dois assinam um acordo e um coordenador será designado para acompanhar as atividades do par e garantir que tudo esteja correndo conforme o esperado.

A duração do programa é de seis meses e o mentor e o mentorado devem se reunir no mínimo duas horas por mês. O tempo de cada reunião será determinada pelo par, podendo variar de acordo com a disponibilidade de ambos. Essas reuniões podem ser feitas pessoalmente, por meio de aplicativos de mensagem, por programas de áudio/vídeo, por telefone, enfim, o importante é as horas sejam cumpridas e que um relatório sobre cada reunião seja enviado para o coordenador em até 72 horas após seu término. Há um programa básico a seguir, porém, podem ser feitos acréscimos dependendo do interesse do mentorado e disponibilidade do mentor para atendê-lo.

Se você quiser ser mentor, lembre-se de como foi seu início de carreira, para tentar antever as necessidades de seu mentorado e enxergar além dos questionamentos que ele faz, pois nem sempre ele saberá o que perguntar. Pense que você está contribuindo para melhorar o mercado da tradução e da interpretação, nivelando-o por cima. O importante é concorrer com pessoas competentes e não com quem joga o preço lá embaixo.

Para demonstrar como o programa vem funcionando, um par foi contar sua experiência: a mentorada Sabrina e seu mentor, Felipe. Ele confirmou que nem sempre o mentorado sabe expor sua dúvida e, por isso, o mentor precisa estar atento. Disse que está aprendendo muito com a Sabrina. Depois que iniciou o programa, ele revisou seu currículo, reorganizou-se, reciclou-se, enfim, a mentoria foi muito benéfica para ele também.

A Sabrina disse que também está aprendendo bastante com o programa e ressaltou que o Felipe a encoraja e sempre deixa uma tarefa para a próxima reunião, como preparar seu currículo ou fazer alguma leitura importante. Ela está gostando de participar e recomenda o Programa de Mentoria.

Fiquei ainda mais animada depois de ouvir o Comitê, o par que estava na mesa e os mentores da plateia, que pareceram muito dedicados à atividade. Quero logo participar, pois deve ser um processo de aprendizado incrível, uma oportunidade única que a ABRATES está proporcionando para nós. Essa interação é muito rica, pois permite que os iniciantes aprendam alguns aspectos do mercado da tradução e da interpretação com os mestres no assunto e que estes reflitam sobre sua atividade profissional, podendo encontrar formas de melhorá-la ainda mais.

Não vejo a hora de começar! E você? Já fez sua inscrição? 😀

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Marina Piovesan Gonçalves: Inglês geral x inglês jurídico: diferenças e/ou semelhanças – VII Congresso da ABRATES

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A Marina esteve em Londres recentemente fazendo um curso sobre inglês jurídico para tirar uma importante certificação na área e, portanto, falou com propriedade sobre o assunto.

Ela começou dizendo que dos textos técnicos, o jurídico é o mais difícil de se traduzir, pois o Direito é uma ciência que varia muito de um país para o outro. Um exemplo são as diferenças nas estruturas jurídicas. Enquanto o Brasil adota a Civil Law, nos Estados Unidos e Inglaterra, o que predomina é a Common Law.

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No entanto, apesar de terem a mesma estrutura, muitas palavras diferem do inglês americano para o inglês britânico nessa área e, assim, precisamos ficar atentos para não misturarmos os dois.

Vejamos algumas diferenças: para falar de uma lei local ou lei municipal, no inglês americano dizemos ordinance; no inglês britânico, podemos dizer by-law ou bye-law. Temos que tomar cuidado para não confundir com o bylaw. Grafado dessa forma, no inglês americano refere-se a um documento interno operacional, a parte que regula o contrato social, o que no inglês britânico chamamos de article of association. No inglês americano, a pessoa que apela por uma decisão judicial é chamada de petitioner e no inglês britânico, de appellant. Já a pessoa que inicia um processo civil, ou seja, o requerente, recebe a denominação de plaintiff no inglês americano e no britânico, de claimant.

Essas diferenças entre a terminologia de duas estruturas ou sistemas jurídicos distintos podem gerar situações em que não há um termo correspondente na língua-alvo. Quando isso acontece, chamamos de equivalência zero. Nesse caso, Marina indica deixar a palavra no idioma original e, se houver espaço, colocar uma nota de rodapé explicando o que significa.

Vamos ver agora algumas diferenças entre o inglês geral e o inglês jurídico.

Sabemos que minute no inglês geral significa minuto, mas no inglês jurídico estamos falando da ata. Consideration, que é um pensamento carinhoso no inglês geral, no jurídico passa a ser um ato ou promessa perante um acordo, ou seja, um contrato firmado entre duas ou mais partes. Essa é bem conhecida: se bill, no inglês geral, pode significar conta, no inglês jurídico, tem o sentido de projeto de lei. E hold, que conhecemos como o verbo manter, agarrar algo, ou organizar um evento, por exemplo, no inglês jurídico refere-se a decisões sobre provas ou questões.

Prefer, um verbo tão conhecido e usado no inglês geral para exprimir nossa preferência por algo, no inglês jurídico significa a instauração de uma acusação formal em caso criminal. A palavra redemption, também bastante conhecida (é até título de filme) indica redenção, mas no âmbito jurídico, entendemos o termo como o retorno ou devolução de propriedade ofertada como garantia de pagamento ao proprietário.

Uma curiosidade que achei muito interessante foi sobre as diferentes denominações que a palavra advogado pode ter no inglês, dependendo dos diferentes tipos de trabalho:

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Há ainda algumas diferenças quando falamos do contexto criminal e do contexto civil. Se você processar alguém em âmbito criminal, o verbo usado é to prosecute; no âmbito civil, dizemos to sue. Já a pessoa que está sendo acusada e responde pelo processo, se for criminal, ela é chamada de defendant; se for civil, de respondent.

Para finalizar sua apresentação, Marina deu ótimas dicas de alguns livros que usou como referência para seus estudos. Confira no slide abaixo:

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Vimos como o inglês jurídico é complexo e, se não estivermos atentos aos detalhes, podemos cometer erros ou inadequações a depender da cultura e da língua de cada país. Se você quer trabalhar na área, é importante ser um profissional qualificado para minimizar ao máximo suas chances de erro, já que a área jurídica envolve documentos de suma importância e que devem ter a mesma exatidão do original.

Nós gostamos tanto da palestra que pedimos para Marina oferecer um curso online sobre o assunto e ela respondeu que pode tentar organizar, dependendo da demanda. Assim, quem tiver interesse, entre em contato com ela pelo e-mail mahpgoncalves@gmail.com. Obrigada, Marina pela ótima palestra e pela disponibilidade em nos atender! 🙂

Adriana de Araújo Sobota: Como começar a trabalhar com agências de tradução – VII Congresso da ABRATES

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A palestra da Adriana foi ótima para iniciantes, afinal, uma das formas mais comuns de começarmos a trabalhar com tradução é por meio das agências. Estávamos ansiosos pelas informações e a Adriana não decepcionou! Com seu jeito todo animado passou várias dicas boas para quem estava presente.

Começamos discutindo um tópico muito importante: a diferença entre clientes diretos e agências de tradução. Com clientes diretos, o tradutor até consegue ganhar um valor maior por palavra, mas precisa dedicar mais tempo à parte comercial, cuidar da formatação dos arquivos, lidar com clientes “difíceis” e educá-los sobre nosso processo de trabalho. Além disso, corremos um risco maior de não receber, portanto, é sempre bom exigir uma parte do pagamento antes de iniciar o trabalho.

Já com as agências, apesar de ganhar um valor menor por palavra, você recebe um pacote de CAT Tools, consegue ter um volume bom de trabalho e não precisa “correr atrás” de clientes, pois a agência fará isso por você. Lembre-se de que não é preciso trabalhar só para uma agência. Você pode (e deve) diversificar.

Uma consideração importante a ser feita é que, em uma agência, o tradutor é apenas parte de um processo, portanto precisará ser muito responsável com seu prazo de entrega, já que um atraso poderá comprometer o trabalho de todos os outros profissionais.

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Além disso, tradução não é o único serviço das agências. Vamos ver uma “listinha” de alguns tipos de trabalho que elas podem oferecer:

  • Tradução técnica;
  • Tradução juramentada;
  • Legendagem/dublagem/locução;
  • Tradução editorial (raramente);
  • Localização de softwares;
  • Revisão (proofreading);
  • Cotejo (review);
  • Copidesque;
  • LQA;
  • Verificação online;
  • Testes de softwares e aplicativos;
  • Transcrição de áudio e vídeo;
  • SEO;
  • Pesquisa comercial;
  • Pesquisa da área médica;
  • Interpretação.

E sobre a média de valores pagos por uma tradução técnica, vocês querem saber? Essa é uma curiosidade enorme de quem está começando, pois não é uma informação fácil de encontrar. Mas a Adriana não nos deixou na mão e passou os números para termos uma ideia de como está o mercado e sabermos se o preço que estão nos oferecendo (ou que nos oferecerão em breve! rs) está dentro do esperado. Vamos ver estes valores na foto abaixo:

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Resolvida a questão dos valores, precisamos saber sobre o faturamento. Ele pode ocorrer de três maneiras principais: na entrega do projeto, ao final de um período específico (uma semana, quinze dias, um mês) ou ao atingir um valor mínimo (o que geralmente ocorre para minimizar os gastos com taxas bancárias). O pagamento pode ser à vista, todo dia x de cada mês ou depois de um período após o faturamento. Para pagamentos do exterior há algumas opções, como PayPal (que cobra taxas muito altas), MoneyBrookers (que agora parece ter virado Skrill), transferências bancárias, enfim, é preciso analisar o que fica melhor para ambas as partes. Mas o importante mesmo é acertar os termos de pagamento antes de aceitar o trabalho. Você precisa saber como e quando vai receber para evitar possíveis desentendimentos e problemas futuros.

Mas como fazemos para saber a reputação de uma agência? Uma dica é ver se ela tem endereço físico, domínio de email próprio, pois esses fatores indicam certa seriedade por parte da empresa. Além disso, você pode pesquisar em alguns sites, como Payment Practices, Blueboard (do ProZ) e Hall of Fame and Shame, (do TranslatorsCafé), lembrando que o acesso pode ser restrito a certos membros do site.

E onde podemos encontrar agências de tradução? Há alguns sites específicos que podem ajudar, como ProZ, TranslatorsCafé, TranslatorsBase e Translation Directory. Procure também grupos de tradutores em redes sociais, vá aos eventos da área e invista em networking!

Algumas características são procuradas pelas agências na hora de contratar um tradutor, a começar pelo currículo que deve ter o tamanho adequado (bem conciso) e estar organizado. Além de se comunicar de forma rápida, correta e coerente, o tradutor deve ter uma postura profissional, refletida por meio de seu endereço e assinatura de email, das associações de que faz parte e também de seu comportamento online.

Tudo certo! Você conseguiu entrar para uma agência. Parabéns! Mas isso não basta. Para que o relacionamento seja duradouro, é preciso fortalecê-lo. Isso é feito mantendo a qualidade e a pontualidade do seu trabalho, seguindo as orientações fornecidas, tendo uma postura ética, mantendo a confidencialidade e estando atualizado com as novas tecnologias (o que inclui conhecer e trabalhar com as CAT Tools).

Algumas dicas finais da Adriana foram:

  • Varie as agências e aceite trabalhos pequenos;
  • Saiba que você mandará vários currículos, mas receberá poucas respostas – não desanime e não pressione a agência sobre o resultado do seu teste;
  • Informe a agência sobre seus períodos de indisponibilidade;
  • Não reclame de agências publicamente;
  • Saiba receber um feedback e aprenda com ele.

Depois desse monte de informações valiosas tenho certeza de que suas chances de trabalhar com uma agência aumentaram bastante, graças à querida Adriana. Então, mãos à obra! 🙂

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Marcelle Castro e Mylene Queiroz: Recursos online para treinamento de intérpretes – VII Congresso da ABRATES

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Tenho muito interesse na área de interpretação e escolhi essa palestra pensando que poderia conhecer ferramentas necessárias para desenvolver as habilidades de um bom intérprete. E eu estava certa! A palestra ofereceu uma infinidade de recursos interessantes. Saí muito satisfeita. Muito obrigada, Marcelle e Mylene! 🙂

Começamos falando sobre a importância de praticar muito, até porque isso cura os maus hábitos. É preciso ter autocrítica para evoluirmos na profissão, buscando atingir a excelência no que fazemos. No entanto, devemos utilizar um material adequado ao nosso nível de experiência e de conhecimento para não ficar muito distante da realidade e gerar frustração.

Bom, vamos às dicas de como praticar. O ideal é uma frequência de no mínimo cinco vezes por semana, mas de sessões curtas (duas sessões de meia hora ou de quinze minutos, dependendo da sua disponibilidade). Assim, você pode sentir o ritmo e perceber quando fica cansado. É bom também intercalar exercícios específicos com outros que não sejam diretamente de interpretação, mas que envolvam habilidades necessárias (memória, idioma, conhecimentos gerais, ritmo, conteúdo) e praticá-las separadamente, estabelecendo uma meta. Você pode manter um diário sobre sua prática para acompanhar sua evolução e suas dificuldades, e então saberá o que deve praticar ainda mais.

Outra dica muito boa é treinarmos em grupo, pois assim todos se ajudam. Um pode interpretar o discurso preparado por outro, por exemplo, o que é muito bom para treinarmos não só interpretação, mas também estrutura do discurso, como tomar notas, enfim, aspectos que ajudarão bastante na prática profissional. Outro benefício do trabalho em grupo é que, ao ouvirmos o colega, podemos aprender com seus erros e estratégias e pedir para que ele nos dê um feedback, seja sobre o conjunto ou algum aspecto específico.

Mas que materiais podemos utilizar para treinar? Discursos são uma ótima opção, mas eles precisam ser adequados para nosso nível de conhecimento do idioma e de experiência na atividade de interpretação. É ótimo pesquisarmos transcrições de discursos ou elaborarmos nossos próprios, pois assim treinamos como criar notas, símbolos, abreviações, enfim, tudo o que pode otimizar nosso trabalho como intérprete.

Para facilitar, as palestrantes sugeriram uma lista de sites úteis para o treinamento de intérpretes. Alguns deles:

Por fim, elas deram ainda algumas sugestões de exercícios que podemos fazer, como definir uma palavra para representar cada parágrafo; tomar notas a partir de transcrições; treinar paráfrase múltipla (reescrever uma frase de várias formas diferentes); ouvir uma palestra, fazer um desenho que a represente e depois dar uma palestra em outro idioma a partir do desenho, enfim, foi uma infinidade de dicas boas que pudemos tirar dessa apresentação. Agora é arregaçar as mangas e colocar tudo isso em prática! 😉

VII Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da ABRATES

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Olá, pessoal! 🙂

Há quanto tempo!

O blog estava meio bem parado, mas retomaremos agora com força total!

E para comemorar nosso retorno, vamos fazer uma postagem muito importante: sobre o VII Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da ABRATES!

Felizmente, no ano passado eu tive a sorte de ser a primeira inscrita para o VI Congresso e, assim, ganhei a inscrição para este ano. Agradeço muito ao pessoal da ABRATES por este prêmio!  😀

O evento aconteceu entre os dias 3 e 5 de junho de 2016 na Cidade Maravilhosa. Na sexta-feira não consegui comparecer, pois estou trabalhando em São Paulo, então meu primeiro dia de congresso foi o sábado. Vamos ao que interessa! Vou dar uma resumidinha em cada palestra que tive a oportunidade de ver. Como sabemos, a escolha é bem difícil, pois são vários temas interessantes em cada horário, mas tentei diversificar bastante, apesar da dorzinha no coração de não ter visto as outras.

Meu plano inicial era fazer uma postagem para as palestras de sábado e outra para as de domingo, mas estava ficando enooooooorme, então, farei uma postagem para cada palestra. Conteúdo é o que não falta! Vou postando uma por dia, começando amanhã, sempre às 10h. Então, quem quiser saber um pouquinho do que aconteceu no evento, é só acompanhar o blog. 😉

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Meu 3º Congresso da ABRATES!

 

 

TraduShow

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Bom, ontem ocorreu o TraduShow – Encontro entre Tradutores, Empresas e Universidades, promovido pelo Instituto Phorte, em São Paulo.

Vou contar um pouquinho sobre as oficinas e a palestra a que assisti.


Oficina de tradução técnica do inglês, com Ana Julia Perrotti-Garcia


Vimos na oficina alguns trechos de textos científicos em inglês da área de medicina e o desafio era encontrar onde estavam os pontos mais críticos e tentar traduzi-los.

Percebemos, assim, que precisamos estar sempre atentos à terminologia específica da área e adequar a linguagem ao registro.

Entendemos que para fazer uma tradução, precisamos ir além do mero domínio das palavras e tomar cuidado não só com os falsos cognatos, mas também com os cognatos. Para diminuirmos a chance de erro, é necessário termos um bom dicionário monolíngue.

O tradutor precisa buscar meios para se qualificar e aprender a terminologia da área em que está traduzindo. Algumas dicas são, por exemplo, se traduzimos muitos textos da área médica, assinarmos uma revista da área, comparecer a congressos, eventos, ler artigos científicos e conhecer bem a Nomina Anatomica.

A oficina foi muito produtiva, pois aprendemos além de alguns termos específicos que já foram mudados na área médica e que podem nos confundir, certas palavras comuns que também causam confusão na hora da tradução.


Oficina de interpretação simultânea, com Marisa Shirasuna

MarisaMarisa mostrou que a interpretação parte de uma barreira linguística e procura viabilizar a comunicação não só do ponto de vista linguístico, mas também do cultural.

Vimos ainda alguns tipos de interpretação (consecutiva, simultânea e variações), algumas situações em que pode ser utilizada, como em grandes reuniões, congressos, em empresas, cursos, workshops, visitas etc., os equipamentos utilizados para sua realização e o que deve ter no “kit sobrevivência” do intérprete: água, notebook com acesso à internet, um bloquinho e caneta para anotações, cronômetro para verificar o tempo decorrido e poder revezar com o colega e um binóculo, se achar necessário.

Vimos o que é uma cabine com relê, ou seja, uma central de interpretação com vários idiomas e uma das técnicas que os intérpretes usam, conhecida como “varal de post-it”.

Precisamos lembrar que o intérprete transmite ideias e, portanto, é essencial conhecer o contexto da mensagem, sabendo que a fala deve ter coesão e coerência. O profissional deve se atentar a alguns aspectos como a clareza, objetividade, o dinamismo da sua voz, a entonação, a lógica, naturalidade, além de falar de acordo com o que a situação pede (numa fala mais emotiva, procurar passar isso aos ouvintes, em vez de manter a voz monótona), procurar não gaguejar, não fazer comentários durante a interpretação e eliminar os vícios de linguagem (“né”, “tá”, “aí”, “então” etc.)

É fundamental também que antes de começar a desempenhar sua função, o intérprete verifique se todos os equipamentos estão funcionando corretamente, que mantenha a calma, a tranquilidade e tenha profissionalismo e bom senso ao decorrer do seu trabalho.

Ao final, fizemos alguns exercícios: um de shadowing e um de interpretação, mas de forma coletiva, já que não foi possível utilizar a cabine naquele momento. Não foi dessa vez que consegui entrar numa cabine, gente! 😦 rsrs


Oficina de tradução literária do inglês, com Carlos Irineu


Nesta oficina, Carlos apresentou um texto original em inglês, a tradução de uma colega e a revisão que ele fez e, assim, fomos discutindo algumas passagens importantes e que precisamos estar atentos quando estamos traduzindo, para deixar o texto mais natural, fluente e com uma linguagem adequada ao público-alvo.


Oficina de legendagem, com César Alarcón

César 01Nunca tinha visto nada sobre legendagem nos eventos que participei e fiquei encantada **

César começou falando um pouco sobre a distinção entre a tradução para a legendagem e para a dublagem, lembrando que precisamos sempre nos colocar no lugar do espectador, procurando usar um português simples, claro, objetivo e direto.

Na legenda, precisamos resumir, sintetizar ao máximo o texto, portanto, a intenção é transmitir a ideia do que foi dito. É preciso ter em mente que é o áudio que determinará o tamanho da legenda.

Geralmente, um segundo corresponde a cerca de 15 caracteres e a legenda deve vir em no máximo duas linhas, sendo que, no cinema, deve ter de 35 a 40 caracteres por linha e, na televisão, de 30 a 35. O processo de legendagem ocorre com a tradução, a marcação e, por fim, a queima e cada empresa tem uma política com relação à tradução (como traduzir palavrões ou não, por exemplo).

César apontou alguns aspectos a que o tradutor deve se atentar, como gramática e ortografia, síntese, spotting (a divisão das linhas), ritmo e musicalidade, estética, naturalidade, fidelidade, padronização, técnicas aplicadas e a revisão.

É importante sempre fazer uma legenda esteticamente diferente da próxima para que o espectador perceba que mudou.

Enfim, após essas informações básicas, fomos para a prática e tentamos fazer a tradução e spotting de um trecho de filme. Depois pudemos comparar com o original. Foi muito legal! Saí de lá encantada com a legendagem e a cada dia fico mais em dúvida sobre qual caminho seguir no amplo mercado da tradução e interpretação. rs

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Memórias de tradução – Introdução ao MemoQ, com Val Ivônica

Ao sair da oficina, que se estendeu um pouquinho além do horário, fui para o auditório e a palestra sobre memórias de tradução já tinha começado.

Val estava falando dos benefícios de utilizarmos as CAT Tools, que podemos criar diversos glossários, o que nos dá um controle terminológico maior, poupa-nos esforço de digitação e, portanto, ganhamos em saúde, produtividade e qualidade, já que a chance de cometer um erro acaba caindo.

ValVal demonstrou, então, como se cria um projeto para trabalhar no MemoQ e, a partir disso, foi explicando cada parte do processo e tirando as dúvidas que surgiam da plateia.

Foi uma palestra muito informativa e, ao menos para mim, que estou aprendendo ainda a utilizar estas ferramentas, foi extremamente útil. Aprender sozinha é difícil, pois não temos muita noção de todas as funcionalidades que um programa assim oferece. Com as explicações da Val pude anotar algumas dicas importantes que colocarei em prática.

Após a palestra, foi feito um sorteio de uma licença do MemoQ e a vencedora foi a colega Eliane Kanner, que estava para ir a uma oficina, mas resolveu esperar. Que sorte! Parabéns! 🙂

Como em todo evento, foi bom conhecer novos colegas e rever os antigos. Deixo aqui um abraço para Cibele Justino e Marcelo Brito, meus colegas de faculdade, Catia Santana e Suany Lima, colegas do FB, que acabei encontrando no evento, Val Ivonica e William Cassemiro, colegas que tive o prazer de rever e Rosana Almeida, Viviane Martins, Eliane Kanner, Cristiane Tiemi e Caroline, que conheci ontem. Um abraço também para Marie Bianchini, que também compareceu, mas acabamos nos desencontrando, para Ana Rita Ribeiro e Roseli Fonseca, que não puderam comparecer, mas queriam muito estar presentes – espero que o post ajude a dar um gostinho de como foi o evento 🙂

Colegas 01Colegas 02Deixo ainda meus agradecimentos aos organizadores do evento, palestrantes e funcionários do local, que foram muito simpáticos e solícitos conosco.Até o próximo evento! 😉

Pós-graduação: Formação de Intérpretes de Conferências (PUC-Rio)

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Para quem deseja se qualificar na área de interpretação de conferências, o curso de pós-graduação Lato Sensu Formação de Intérpretes de Conferências da PUC-Rio é excelente. Promovido pelo Departamento de Letras desde 1971, o curso já formou profissionais de grande qualidade, inclusive com reconhecimento internacional.

interpretes de conferencia pucrioO curso é presencial e o primeiro período será às terças e quintas-feiras, das 7h às 11h, na unidade da Gávea.

Para participar do processo seletivo, é necessário ter diploma de graduação em qualquer área e domínio fluente de inglês e português.

As inscrições vão até dia 17 de março de 2015.

Para maiores informações, como o procedimento de admissão, valores, corpo docente e ementas das disciplinas, acesse o site, o perfil do Facebook ou entre em contato com a Central de Relacionamento: 0800 970 9556

Esse é um curso que definitivamente está nos meus planos futuros! 😉