Programa Formativo para Tradutores Literários – Casa Guilherme de Almeida

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Desde que conheci o programa pela primeira vez, em 2014, achei incrível e queria muito participar. Mas, como era presencial e eu morava no Rio de Janeiro, não podia realizar essa vontade. Em 2015, quando vim para São Paulo, corri para ver no site quando poderia fazer a inscrição para o próximo curso. No começo de 2016 estava inscrita, mas é preciso passar por um processo seletivo e enviar seu currículo, a ficha de inscrição preenchida e uma carta de intenção. Até chegar a resposta, estava muito ansiosa e quando finalmente recebi o email confirmando que tinha sido selecionada para participar, foi uma alegria que só! 😀

Deu um friozinho na barriga, pois lembro que o email começava dizendo que eles tinham recebido um número de inscrições muito acima do número de vagas, algo muito bom, pois demonstra o grande interesse nos estudos da área. Pensei: ai, caramba… não passei… com esse tanto de inscrições, viram que eu era iniciante, sem muita experiência e fiquei para trás. Continuei lendo o email e logo abaixo vinha a confirmação de que eu estava selecionada!

Logo no primeiro dia fui fazer a inscrição e foi quando conheci o anexo da Casa Guilherme de Almeida. Um lugarzinho bem acolhedor e com pessoas que nos tratam muito bem, prontas para nos dar quaisquer informações e ajuda. Nesse dia, quem me atendeu foi a Denise, muito atenciosa. Inscrição feita, mais um pouquinho de ansiedade: a aula inaugural do programa só seria cerca de um mês depois.

Mas, vamos falar agora um pouquinho sobre o programa: a ideia de criá-lo surgiu a partir de cursos anteriores oferecidos pela Casa e resolveram então fazer um programa continuado para contribuir com a formação de tradutores literários, ideia que deu bastante certo. Desde seu surgimento, em 2013, algumas mudanças foram feitas, considerando a avaliação dos alunos participantes.

O programa é composto da seguinte forma:

  • Curso de Teoria da Tradução, ministrado pela professora Maria Teresa Quirino;
  • Curso de História da Tradução, ministrado pelo professor Érico Nogueira;
  • Oficina de Tradução de Poesia, ministrada pelo professor Dirceu Villa;
  • Oficina de Tradução de Prosa (Inglês), ministrada pela professora Alzira Allegro;
  • Oficina de Tradução de Prosa (Espanhol), ministrada pelo professor Sérgio Molina.

Dessas, estou fazendo as quatro primeiras, já que não tenho ainda domínio do espanhol. Os professores são bastante qualificados e a turma é bem diversificada, tendo desde iniciantes sem experiência, como eu, até pessoas bem experientes na área, o que possibilita uma troca bastante rica durante os cursos e oficinas.

Quem quiser ter uma ideia melhor de como funciona o programa, pode acessar este link, que explica mais detalhadamente sobre cada um dos cursos e oficinas, os requisitos, os professores e o cronograma.

Vale muito a pena fazer! Recomendo para todos os interessados em tradução literária, que já trabalhem ou não na área. Estou adorando e aprendendo muito. Tenho certeza que os conhecimentos adquiridos contribuirão bastante para a prática profissional que venho procurando me qualificar para exercer.

O programa vai até novembro e então farei uma postagem traçando um panorama geral do que aprendi ao longo desses meses.

Ficaram interessados em participar? Então fiquem ligados para as inscrições do próximo ano. 😉

Enquanto isso, não deixem de conferir a programação da Casa Guilherme de Almeida, que sempre traz algo interessante para os tradutores.

Quero ser tradutora!

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Hoje finalmente vou contar o que me levou a investir na carreira de tradutora.
A versão resumida da história começou no final do ano passado (2013), quando minha frequência de leitura aumentou muito após ganhar um Kindle. Decidi ler mais livros em inglês, quando este fosse o idioma original, pois assim eu poderia aprimorar os conhecimentos na língua e treinar o que já sabia, mas eu sempre acabava adquirindo o livro traduzido também, para tirar algumas dúvidas. Comecei, então, a prestar mais atenção nas expressões que eu tinha dificuldade em compreender e a observar como eram traduzidas, além de pensar como eu traduziria algo que achava complicado para comparar com a tradução e verificar se eu estava “em sintonia” com o tradutor.
Minha paixão pela tradução literária estava florescendo e, pesquisando sobre como fazer para ser tradutora de livros, encontrei os sites da ABRATES e do SINTRA. Em 30.dez.2014, enviei os links para mim mesma (eu faço isso quando estou usando um computador que não é meu e, portanto, não dá para salvar um site nos Favoritos, salvar um arquivo em alguma pasta etc.) com o assunto: “Para ser tradutora”.

Imagem       Logo em janeiro, outro fator foi importante para minha decisão: estava procurando emprego e decidi entrar em contato com algumas escolas de idiomas para saber se estavam contratando, pois já havia dado aulas de inglês antes e gostava bastante. Entretanto, muitas delas exigiam formação em Letras e, como eu já queria mesmo fazer outra graduação (sou graduada e mestranda em Serviço Social), comecei a pesquisar sobre esta área e encontrei os cursos de Tradução, que eu nem mesmo sabia que existiam.
Foi aí que, naturalmente, surgiram milhares de outras dúvidas sobre a profissão e eu passei a dedicar boa parte do meu dia a pesquisar sobre ela. Como a quantidade de informações era muito grande, decidi comprar um caderninho para ir anotando tudo o que eu considerava relevante. A primeira anotação é de em 31.jan.2014.

Imagem       Fui encantando-me cada vez mais com a ideia de ser tradutora e alguns fatores foram extremamente sedutores para mim, como a possibilidade de ser autônoma, fazer meus próprios horários (o que não seria possível trabalhando como professora universitária, minha meta até então), de unir minha paixão por aprender novos idiomas, com a paixão pela leitura e o interesse pela tradução. À medida que ia conhecendo mais sobre a profissão, fui criando uma identificação tão grande, que eu sentia como se tivesse “me encontrado”. Vocês conhecem essa sensação? Espero que sim, pois é muito bom quando isso acontece. Você traça uma meta de realização profissional e passa a ter um objetivo maior na vida, que persegue com mais vontade.
Mas em meio a esta animação toda, uma grande dúvida (que estampava logo a primeira página do caderninho) me deixava aflita – que tipo de curso fazer: profissionalizante, graduação ou pós-graduação? No próximo post, vou contar como cheguei a uma decisão.
Esta é a minha história e a sua, como foi? Por que decidiu seguir a carreira de tradutor e/ou intérprete? Adoraria conhecer o início da trajetória de cada um! 🙂
Abraços e até a próxima!