Mesa-redonda sobre Machine Translation – Kirti Vashee – Ricardo Souza – Ronaldo Martins – Marcelo Fassina – VII Congresso da ABRATES

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Esse é um assunto bastante atual e muito importante de ser discutido. Com os avanços tecnológicos, é imprescindível que o tradutor esteja atualizado para saber utilizar as novas ferramentas, uma exigência das maiores empresas que contratam serviços de tradução. Isso porque há uma demanda por um aumento da produtividade, o que pode ser obtido através do uso de Machine Translation, já que ela economiza tempo do tradutor.

Com tantas técnicas novas sendo desenvolvidas, podemos nos questionar: quando é lançada uma ferramenta nova, qual é o momento para o tradutor aprender a utilizá-la? É importante considerar, no entanto, que não é porque essa ferramenta nova existe que vamos usá-la para tudo. Precisamos ver o tipo de texto adequado para ela.

Com relação ao trabalho nas agências, Marcelo falou com propriedade, por conta de suas experiências na Lionbridge, uma grande agência de tradução. Ele ressaltou a importância de escutar o que o tradutor tem a dizer, afinal, ele é parte fundamental do processo e seu feedback deve ser considerado na definição do uso de novas ferramentas.

Sabemos que a máquina não consegue traduzir tão bem quando as pessoas, porém, os programas de tradução atuais estão melhorando. Não adianta ignorarmos este fato. Precisamos aprender a lidar com ele e pensar que se a tecnologia parece fechar algumas portas, ela pode abrir muitas janelas.

Ronaldo, desenvolvedor de sistemas de tradução, distinguiu três tipos fundamentais de tecnologias, que nos permitem refletir melhor sobre sua aplicação no âmbito da tradução. A primeira delas são as tecnologias acelerativas que nos ajudam a fazer algo mais rapidamente. Seu papel não é substituir nossas ações, mas nos auxiliar, como é o caso da bicicleta, por exemplo. Temos, então, as tecnologias delegativas. Ao contrário da anterior, seu objetivo é mesmo substituir as pessoas, mas nada além disso. Não são, portanto, revolucionárias. Aqui podemos tirar como exemplo as máquinas de lavar roupas. Por fim, as tecnologias aumentativas fazem com que uma performance cognitiva seja ampliada, o que nos permite fazer coisas que antes não fazíamos. Tomemos o exemplo do microscópio. Estas tecnologias sim é que têm caráter revolucionário. E as tecnologias da área da tradução? Em qual desses tipos você acha que se encaixam?

Ricardo disse que muitos tradutores têm resistência à tecnologia. Ele comentou que quando surgiram as CAT Tools boa parte da categoria se desesperou. Hoje em dia, ele diz que acontece o mesmo com a tradução de máquina (prefere esse termo a tradução automática) e os tradutores acabam se afastando do desenvolvimento desses programas. O problema é que depois precisamos ficar “correndo atrás” para recuperar o tempo perdido, em que poderíamos estar aprendendo a utilizar essas ferramentas, demonstrando que não devemos virar as costas para a tecnologia. Se soubermos lidar com esses avanços tecnológicos, não os enxergando como uma ameaça, mas sim como possibilidades futuras, poderemos ser gerenciadores de processos de tradução.

Kirti Vashee lembrou que, apesar de tudo, a tradução humana é a força que impulsiona a tecnologia. A partir disso, podemos refletir sobre o panorama atual, em que, reiteramos, o desenvolvimento da ciência é bastante acelerado, resultando em inovações tecnológicas em todos os âmbitos da vida, inclusive na tradução. Os diversos programas que surgem daí são uma realidade que se impõe a todo momento para o tradutor e o mercado pede que ele saiba utilizá-las, pois, uma vez que otimizam seu trabalho, aumentam a produtividade e geram mais lucros. No final das contas, o cliente não quer saber como a tradução foi feita. Apenas quer ver um bom resultado.

Assim, o tradutor que não estiver familiarizado com esses programas pode perder ótimas oportunidades de trabalho e boas chances de descobrir a grande utilidade desses programas, podendo concentrar esforços em outros níveis da atividade de tradução.

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3 comentários sobre “Mesa-redonda sobre Machine Translation – Kirti Vashee – Ricardo Souza – Ronaldo Martins – Marcelo Fassina – VII Congresso da ABRATES

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