Adriana de Araújo Sobota: Como começar a trabalhar com agências de tradução – VII Congresso da ABRATES

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A palestra da Adriana foi ótima para iniciantes, afinal, uma das formas mais comuns de começarmos a trabalhar com tradução é por meio das agências. Estávamos ansiosos pelas informações e a Adriana não decepcionou! Com seu jeito todo animado passou várias dicas boas para quem estava presente.

Começamos discutindo um tópico muito importante: a diferença entre clientes diretos e agências de tradução. Com clientes diretos, o tradutor até consegue ganhar um valor maior por palavra, mas precisa dedicar mais tempo à parte comercial, cuidar da formatação dos arquivos, lidar com clientes “difíceis” e educá-los sobre nosso processo de trabalho. Além disso, corremos um risco maior de não receber, portanto, é sempre bom exigir uma parte do pagamento antes de iniciar o trabalho.

Já com as agências, apesar de ganhar um valor menor por palavra, você recebe um pacote de CAT Tools, consegue ter um volume bom de trabalho e não precisa “correr atrás” de clientes, pois a agência fará isso por você. Lembre-se de que não é preciso trabalhar só para uma agência. Você pode (e deve) diversificar.

Uma consideração importante a ser feita é que, em uma agência, o tradutor é apenas parte de um processo, portanto precisará ser muito responsável com seu prazo de entrega, já que um atraso poderá comprometer o trabalho de todos os outros profissionais.

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Além disso, tradução não é o único serviço das agências. Vamos ver uma “listinha” de alguns tipos de trabalho que elas podem oferecer:

  • Tradução técnica;
  • Tradução juramentada;
  • Legendagem/dublagem/locução;
  • Tradução editorial (raramente);
  • Localização de softwares;
  • Revisão (proofreading);
  • Cotejo (review);
  • Copidesque;
  • LQA;
  • Verificação online;
  • Testes de softwares e aplicativos;
  • Transcrição de áudio e vídeo;
  • SEO;
  • Pesquisa comercial;
  • Pesquisa da área médica;
  • Interpretação.

E sobre a média de valores pagos por uma tradução técnica, vocês querem saber? Essa é uma curiosidade enorme de quem está começando, pois não é uma informação fácil de encontrar. Mas a Adriana não nos deixou na mão e passou os números para termos uma ideia de como está o mercado e sabermos se o preço que estão nos oferecendo (ou que nos oferecerão em breve! rs) está dentro do esperado. Vamos ver estes valores na foto abaixo:

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Resolvida a questão dos valores, precisamos saber sobre o faturamento. Ele pode ocorrer de três maneiras principais: na entrega do projeto, ao final de um período específico (uma semana, quinze dias, um mês) ou ao atingir um valor mínimo (o que geralmente ocorre para minimizar os gastos com taxas bancárias). O pagamento pode ser à vista, todo dia x de cada mês ou depois de um período após o faturamento. Para pagamentos do exterior há algumas opções, como PayPal (que cobra taxas muito altas), MoneyBrookers (que agora parece ter virado Skrill), transferências bancárias, enfim, é preciso analisar o que fica melhor para ambas as partes. Mas o importante mesmo é acertar os termos de pagamento antes de aceitar o trabalho. Você precisa saber como e quando vai receber para evitar possíveis desentendimentos e problemas futuros.

Mas como fazemos para saber a reputação de uma agência? Uma dica é ver se ela tem endereço físico, domínio de email próprio, pois esses fatores indicam certa seriedade por parte da empresa. Além disso, você pode pesquisar em alguns sites, como Payment Practices, Blueboard (do ProZ) e Hall of Fame and Shame, (do TranslatorsCafé), lembrando que o acesso pode ser restrito a certos membros do site.

E onde podemos encontrar agências de tradução? Há alguns sites específicos que podem ajudar, como ProZ, TranslatorsCafé, TranslatorsBase e Translation Directory. Procure também grupos de tradutores em redes sociais, vá aos eventos da área e invista em networking!

Algumas características são procuradas pelas agências na hora de contratar um tradutor, a começar pelo currículo que deve ter o tamanho adequado (bem conciso) e estar organizado. Além de se comunicar de forma rápida, correta e coerente, o tradutor deve ter uma postura profissional, refletida por meio de seu endereço e assinatura de email, das associações de que faz parte e também de seu comportamento online.

Tudo certo! Você conseguiu entrar para uma agência. Parabéns! Mas isso não basta. Para que o relacionamento seja duradouro, é preciso fortalecê-lo. Isso é feito mantendo a qualidade e a pontualidade do seu trabalho, seguindo as orientações fornecidas, tendo uma postura ética, mantendo a confidencialidade e estando atualizado com as novas tecnologias (o que inclui conhecer e trabalhar com as CAT Tools).

Algumas dicas finais da Adriana foram:

  • Varie as agências e aceite trabalhos pequenos;
  • Saiba que você mandará vários currículos, mas receberá poucas respostas – não desanime e não pressione a agência sobre o resultado do seu teste;
  • Informe a agência sobre seus períodos de indisponibilidade;
  • Não reclame de agências publicamente;
  • Saiba receber um feedback e aprenda com ele.

Depois desse monte de informações valiosas tenho certeza de que suas chances de trabalhar com uma agência aumentaram bastante, graças à querida Adriana. Então, mãos à obra! 🙂

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7 comentários sobre “Adriana de Araújo Sobota: Como começar a trabalhar com agências de tradução – VII Congresso da ABRATES

    • Oi, Rosana. Eu que agradeço pela mensagem. Que bom que gostou das postagens. O bom é que muitas pessoas que foram ao evento escreveram sobre as suas impressões e então conseguimos ter um panorama geral do que aconteceu, já que mesmo quem foi não conseguiu assistir a todas as palestras. Dá uma olhadinha no blog “Carol’s Adventures in Translation”, que ela reuniu links para diversas postagens. Abraços! 🙂

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