Marcelle Castro e Mylene Queiroz: Recursos online para treinamento de intérpretes – VII Congresso da ABRATES

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Tenho muito interesse na área de interpretação e escolhi essa palestra pensando que poderia conhecer ferramentas necessárias para desenvolver as habilidades de um bom intérprete. E eu estava certa! A palestra ofereceu uma infinidade de recursos interessantes. Saí muito satisfeita. Muito obrigada, Marcelle e Mylene! 🙂

Começamos falando sobre a importância de praticar muito, até porque isso cura os maus hábitos. É preciso ter autocrítica para evoluirmos na profissão, buscando atingir a excelência no que fazemos. No entanto, devemos utilizar um material adequado ao nosso nível de experiência e de conhecimento para não ficar muito distante da realidade e gerar frustração.

Bom, vamos às dicas de como praticar. O ideal é uma frequência de no mínimo cinco vezes por semana, mas de sessões curtas (duas sessões de meia hora ou de quinze minutos, dependendo da sua disponibilidade). Assim, você pode sentir o ritmo e perceber quando fica cansado. É bom também intercalar exercícios específicos com outros que não sejam diretamente de interpretação, mas que envolvam habilidades necessárias (memória, idioma, conhecimentos gerais, ritmo, conteúdo) e praticá-las separadamente, estabelecendo uma meta. Você pode manter um diário sobre sua prática para acompanhar sua evolução e suas dificuldades, e então saberá o que deve praticar ainda mais.

Outra dica muito boa é treinarmos em grupo, pois assim todos se ajudam. Um pode interpretar o discurso preparado por outro, por exemplo, o que é muito bom para treinarmos não só interpretação, mas também estrutura do discurso, como tomar notas, enfim, aspectos que ajudarão bastante na prática profissional. Outro benefício do trabalho em grupo é que, ao ouvirmos o colega, podemos aprender com seus erros e estratégias e pedir para que ele nos dê um feedback, seja sobre o conjunto ou algum aspecto específico.

Mas que materiais podemos utilizar para treinar? Discursos são uma ótima opção, mas eles precisam ser adequados para nosso nível de conhecimento do idioma e de experiência na atividade de interpretação. É ótimo pesquisarmos transcrições de discursos ou elaborarmos nossos próprios, pois assim treinamos como criar notas, símbolos, abreviações, enfim, tudo o que pode otimizar nosso trabalho como intérprete.

Para facilitar, as palestrantes sugeriram uma lista de sites úteis para o treinamento de intérpretes. Alguns deles:

Por fim, elas deram ainda algumas sugestões de exercícios que podemos fazer, como definir uma palavra para representar cada parágrafo; tomar notas a partir de transcrições; treinar paráfrase múltipla (reescrever uma frase de várias formas diferentes); ouvir uma palestra, fazer um desenho que a represente e depois dar uma palestra em outro idioma a partir do desenho, enfim, foi uma infinidade de dicas boas que pudemos tirar dessa apresentação. Agora é arregaçar as mangas e colocar tudo isso em prática! 😉

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