Ponte de Letras: Vamos conversar sobre tradução editorial – VII Congresso da ABRATES

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Ponte de Letras! Meus queridos! Já começo tietando, porque não é segredo que sou fã. rs 🙂

Como vocês estão vendo na foto, tivemos nessa e em algumas outras palestras a atuação de intérpretes de LIBRAS. Aproveito esse espaço para agradecê-los e parabenizá-los. Vocês foram demais!

Essa palestra foi muito interativa e bem-humorada! Vejam alguns slides no final da postagem. 😀

Uma pergunta surgia na tela, eles respondiam e deixavam o público contar suas experiências ou tirar dúvidas. Foi um formato de apresentação bem legal. Vou tentar resumi-la (preciso desenvolver minha habilidade de síntese, como vocês puderam perceber pelo relato anterior! rs).

Começamos falando sobre como conseguir trabalho com uma (grande) editora. Muitos se frustram pois não recebem uma resposta e insinuam que há uma “panela” no meio editorial, mas isso não é verdade. A questão é que quando a editora está trabalhando com um grupo de tradutores que está dando certo, não tem motivos para testar outros profissionais. Além do que, cada um começa de um jeito, seja por indicação, insistência, enfim, uma colega da plateia comentou que seu primeiro trabalho na área foi por meio de um anúncio de jornal.

Vai muito de você se apresentar, escrever sempre de maneira profissional e continuar tentando, enviar seu currículo de tempos em tempos, procurando mantê-lo atualizado. Pesquise sobre a editora, conheça seu catálogo, porque assim você pode elaborar um currículo que não seja genérico. É importante também que ele seja enxuto, pois no mundo corrido de hoje, ninguém tem tempo para ler algo muito grande. Coloque as informações essenciais, faça um portfólio digital e insira o link no currículo. Dessa forma, suas chances de sucesso aumentarão.

Quando tiver a oportunidade de traduzir seu primeiro livro, faça com primor! Só assim você garantirá trabalhos futuros. Não adianta ficarmos empolgados com o primeiro se ele não tiver qualidade. Além disso, você precisa estar aberto a outras funções. Começar com preparação é uma ótima alternativa, pois aprendemos muito e vamos angariando experiência para o trabalho de tradução. Editoras pequenas podem ser também uma ótima forma de começar, até porque algumas delas pagam tanto ou mais que as grandes.

Outra questão abordada foi sobre pedir contatos para um conhecido seu que já está no mercado. Isso é totalmente inapropriado. É apenas um conhecido! Como ele vai indicar alguém cujo trabalho não conhece? É o nome dessa pessoa que estará em jogo. Além do que, se você não pode nem ligar na editora para pedir um contato, é porque talvez não esteja tão empenhado assim. É importante conhecermos bem o trabalho de uma pessoa antes de indicá-la e vai de cada um ter bom senso nessas horas.

Depois discutimos um assunto que interessa muito a todos: será que vamos enriquecer trabalhando com tradução editorial? 😀 Desde minhas pesquisas iniciais sobre tradução, sempre ouvi dizer que a literária é uma das áreas menos rentáveis do mercado. É algo que alguém escolhe fazer porque gosta. Provavelmente não vamos enriquecer (rs), mas você precisa saber valorizar seu trabalho, principalmente sua hora de trabalho, pois é isso que conta. A cobrança feita por lauda acaba não sendo muito “justa”, pois dependendo do grau de dificuldade do texto, de sua afinidade com o tema e uma série de outros fatores, você gastará menos ou mais tempo traduzindo uma lauda. Por isso é importante sabermos negociar as tarifas de acordo com o trabalho.

Falamos ainda sobre a questão de direitos autorais, adiantando um pouquinho a discussão da mesa redonda do dia seguinte. Petê ponderou que somos um mercado não leitor. A média de leitura por pessoa nos últimos três meses é menos de 5 e, no caso de um livro inteiro, não chega a 2, o que podemos observar na última pesquisa do Instituto Pró-Livro. Assim, fica muito difícil para as editoras repassarem algo para o tradutor, pois sua margem de lucro acaba sendo muito pequena.

Para finalizar, falamos sobre o que fazer quando o primeiro livro para traduzirmos chega. É fundamental que o avaliemos bem antes de aceitarmos o trabalho, pois as primeiras páginas não refletem o conjunto e precisamos ver também se o prazo para entrega é o suficiente para produzir um resultado de qualidade. Além disso, você precisa descobrir se tem perfil para ser tradutor literário, pois precisará de fôlego para ficar meses traduzindo o mesmo material.

Ótimas dicas da Flávia, da Carol e do Petê (Débora, sentimos sua falta!). Ouvir a opinião e os relatos dos profissionais da plateia também ajudou muito! E ainda seguimos direitinho as regras de convivência passadas no início da apresentação. Ninguém mordeu, chutou, beliscou, apelidou ou quis matar os colegas! (Pena que ri tanto que me esqueci de fotografar esse slide.) 😀

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3 comentários sobre “Ponte de Letras: Vamos conversar sobre tradução editorial – VII Congresso da ABRATES

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